O garimpeiro bamburrado que viveu o auge da corrida do ouro. Em seu ateliê, Ivan compartilha sua trajetória em Serra Pelada. Suas palavras levam o visitante de volta àquele tempo. As mesmas mãos habilidosas que um dia encontraram ouro, hoje esculpem memórias que retratam o cotidiano da cava e transformam memória em arte.
Ponto de encontro dos moradores desde os tempos da corrida do ouro, o Pau da Mentira acumula histórias e fatos que viraram folclore da comunidade. Um arvoredo que dá sombra e acolhe quem quiser um bate-papo com quem vive no lugar. No Restaurante Vitória, ao lado, além de uma boa comida, vende-se Mentiras Legítimas de Serra Pelada em garrafinhas de lembrança.
Comece o dia com um café da manhã generoso no lar do lendário Major Curió. Ouça memórias vivas pela voz de um garimpeiro, à margem da Grota Rica, lugar onde foi encontrada a primeira pepita de ouro de Serra Pelada. Uma experiência deliciosa, cercada de natureza, que transforma uma refeição em imersão na história viva da região.
Ao caminhar pelas ruas de Serra Pelada, janelas decoradas atraem olhares apaixonados. Ali, moram bordadeiras de mão cheia. É só chegar e chamar. As artesãs abrem as portas, apresentam seus trabalhos. Você pode adquirir peças únicas e, muito além da arte, receber aquilo que o dinheiro não compra: uma boa conversa e o calor humano de quem acolhe cada visitante como se fosse da família.
Sebastião Curió Rodrigues de Moura, o Major Curió, foi a figura central de autoridade em Serra Pelada durante o auge do garimpo nos anos 1980. Enviado pelo governo militar, organizou o trabalho de cerca de 80 mil homens em busca de riquezas. Na Pousada Curió, onde ele viveu naquele tempo, um espaço de recortes históricos de sua vida aguarda o visitante, com direito a apreciar um ecomuseu comunitário com exposições fotográficas e arte da comunidade.
Idealizada pelos condutores de turismo locais, a trilha apresenta mais que história: retrata o cotidiano dos trabalhadores e as transformações deixadas na região ao longo do tempo. No caminho, painéis de fotos, mirantes e a vista panorâmica da vila e da lendária cava. Um olhar no horizonte entre o passado e o futuro, guiado por quem conhece cada palmo desse chão. Para experienciar a trilha, é essencial a presença de um condutor local.
Uma obra de grandes proporções que revela, em cada parede que sobreviveu ao tempo, a grandeza do potencial aurífero da região. As ruínas da mineradora canadense Colossus não estão abandonadas. Elas têm guardiões silenciosos. Antigos garimpeiros que escolheram ficar, que fizeram daquele lugar o seu lar. Hoje, eles acompanham cada visita com as histórias que só quem viveu pode contar.
Zé Branquinho passou décadas registrando em fotos e vídeos as gerações que esculpiram Serra Pelada. Ao visitá-lo, o viajante ouve seus relatos, percorre sua trajetória por meio dos registros e assiste aos documentários que ele mesmo produziu sobre a corrida do ouro. Uma visita conduzida por quem esteve presente e guardou tudo.